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Hospital Femina investe em exame do coração ainda na barriga da mãe em Cuiabá

As gestantes de Cuiabá e região ganharam um reforço no cuidado com o coração do bebê. A Cardiologia Pediátrica da Femina Hospital Infantil e Maternidade acaba de trazer para a unidade de saúde um aparelho de ultrassom de última geração que garante imagens de qualidade do coração do bebê ainda no útero da mãe, dando mais segurança no diagnóstico das cardiopatias congênita, arritmias e alterações na função cardíaca.

De acordo com o cardiologista pediátrico da Femina, Leandro Latorraca Ponce, especialista em exame de ecocardiograma fetal, a tecnologia permite avaliar o desenvolvimento, a função, o ritmo e a anatomia do coração do feto ainda durante a gravidez.

Divulgação

Cardiologista pediátrico Leandro Latorraca Ponce,
O diagnóstico feito durante a gravidez possibilita o planejamento do parto em hospital com infraestrutura para receber e tratar este recém-nascido tão especial.

O ecofetal leva em torno de 30 minutos e é realizado por um aparelho semelhante ao ultrassom convencional. A diferença está no profissional que avalia as imagens, que, neste caso, é um cardiologista pediátrico especializado no coração fetal.

“O ecofetal é bem sensível e tem suas limitações, pois é realizado na barriga da mãe, passando pelo bebê, para analisar os detalhes do coração. Estudamos a anatomia, inclusive as valvas, o ritmo e a função do órgão. Com o novo ultrassom a imagem é mais nítida, levando a uma maior segurança para o profissional e consequentemente para os pacientes”, assegura o cardiologista pediátrico especialista em ecofetal.

Além de maior nitidez o aparelho é portátil e o médico consegue leva-lo para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) ou na enfermaria conforme necessidade.

Leandro Ponce atende em média 150 a 200 crianças por mês no consultório dele na Femina e diz que as cardiopatias congênitas têm prevalências mundial de um para cada 100 bebês nascidos.

“Não é algo tão raro, por isso a triagem pré-natal se faz muito importante. Existem graus de complexidade das cardiopatias, desde as mais simples até a mais complexa e com o diagnóstico pré-natal conseguimos programar melhor o parto”, explica.

O cardiologista pediátrico informa que as doenças de menor complexidade ocorrem com maior frequência. “A mais comum é a Comunicação Interventricula (CIV), depois a Comunicação Interatrial (CIA), seguida da Persistência de Canal Arterial (PCA). As duas últimas são dois buraquinhos no coração que os bebês nascem e só fecham depois, normalmente os pré-maturos apresentam o PCA e requer intervenção cirúrgica para fechar. Esta é uma das cirurgias mais realizadas pela Femina”, destaca .

Após o nascimento do bebê e se não houve diagnostico no pré-natal os pais devem ficar atentos a sintomas como cansaço para mamar, baixo ganho de peso, sudorese excessiva, sopro auscultado pelo pediatra, respiração acelerada, lábios e dedos roxos e até desmaios.

“Percebendo alguns desses sintomas é preciso procurar um profissional para observar se há alguma uma doença do coração”, alerta.

O médico comenta que a indicação do ecofetal pela obstetricia, é para toda gravidez de alto risco, entretanto a Sociedade de Cardiologia defende que entre nos exames de rotina das gestantes.

“Há estudos que indicam que apenas 10% das cardiopatias congênitas são diagnosticadas em gravidez de alto risco, os 90% restante estão nas gestações normais”, cita. “Temos que mudar essa rotina”, avalia.

Fonte Gazeta Digital

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